Ana Clara Stahl da Silva, 3 anos, é uma amiguinha querida de Maria Clara Lemes. Como ela, também nasceu prematura, com pouco mais de sete meses, pesando apenas 1,4 quilo e medindo 39 centímetros. Mas sua luta pela vida foi muito mais difícil.
''Foram 32 dias na UTI neonatal e mais 16 dias na Unidade de Internação do Recém Nascido porque ela tinha apnéias em função do pulmão muito fragilizado'', recordou a mãe Eliane Stahl.
Como Sonia Freitas, ela também sofreu pré-eclâmpsia. A partir do quinto mês de gravidez teve de ficar em total repouso para evitar aumentos bruscos de pressão. ''A neném estava bem, mas a minha pressão não controlava mais com a medicação e tive de realizar uma cesária, de madrugada, para evitar o sofrimento fetal'', narrou Eliane, que passou dez dias hospitalizada antes do parto para monitorar a pressão arterial.
Muito frágil, Ana Clara precisou ser entubada ao nascer. Além do soro, recebia, injetada na veia, a nutrição parenteral, um alimento desenvolvido para as necessidades dela. Só depois passou a receber subcolostro e leite especial. ''Todo dia eu doava um pouco de leite para o banco de leite do hospital'', disse Eliane.
Com 37 dias, já desentubada, os médicos passaram a estimular a amamentação, mas Ana Clara mamou no peito da mãe só até os três meses. ''Por causa das apnéias, ela sofreu uma lesão de pequeno porte na parte motora direita'', explicou Eliane.
Segundo ela, a menina tem acompanhamento de um fisiterapeuta e já consultou um ortopedista, que recomendou o uso de um aparelho para estimulá-la a pisar corretamente. Ela também usa óculos para corrigir um estrabismo. ''Mesmo com um pequena sequela, ela é bastante saudável. Nunca mais foi hospitalizada e o pulmão dela está ótimo'', comemorou a mãe. (M.G.)

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