A lembrança do pioneiro
Londrina - Arnaldo Alves de Camargo, pai de Regina, morreu aos 78 anos e dedicou boa parte da vida ao plantio de café. "Eu me lembro que lá em casa era um sofrimento. Minha mãe de joelho rezando para não gear. Qualquer coisa desestruturava a renda. Um ano sem café já era uma loucura", lembrou Regina.
No início da colonização, a Fazenda Seara possuía uma área total de 5 mil alqueires. Sempre sujo pela terra vermelha, o agricultor chegava em casa, retirava as botas e continuava a pensar nas lavouras. Na manhã seguinte, era preciso cuidado ao retornar para a plantação. "Todos os dias, ele tinha que olhar dentro da bota porque podia ter uma cobra ou um escorpião. Aqui era tudo uma poeira só", destacou.
Na "geada negra", em 1975, Camargo esperou a crise e persistiu com a lavoura. "Meu pai gostava de novas tecnologias e ia atrás de invenções diferentes. Ele soube de uma máquina que fazia fumaça em cima da lavoura para que a geada não pegasse no café. Não sei se deu certo", citou. O pioneiro também ficava atento aos tipos de sementes e as formas de plantio. (V.C.)





