Para quem teve sua casa atingida, já foi um grande prejuízo. Mas para o lavrador Antonio Constantino da Costa, a situação foi ainda pior. Além de todos os móveis e pertences terem sido destruídos pela água do rio, o quatro hectares de terra que arrendava também foram inundados.
''Perdi mais de R$ 6 mil na plantação de milho. Foi tudo destruído, inclusive a ponte que dava acesso ao local. Não tem como nem chegar lá. A lavoura era de onde tirava meu sustento. Agora, vou ter que trabalhar em outra coisa, pelo menos até agosto, pois até lá, não vai dar para plantar nada'', lamenta.
Apesar de tudo, ele não demonstrou tristeza. ''Mais do que nunca temos que levantar a cabeça e seguir em frente. Foram mais de 20 anos de vida que a água levou, mas temos que trabalhar para conquistar tudo de novo.''
Sentada em frente ao que sobrou do quintal de sua casa, a costureira Adelina de Jesus Ribeiro parecia não acreditar no que via. ''Minha casa foi a primeira a encher de água. Quando vi, o nível já estava na cintura.''
Ela conta que havia reformado a casa há apenas seis meses. ''Pintei, coloquei forro, mas agora perdi tudo; não consigo acreditar. A Defesa Civil disse que está tudo condenado. Foram 40 anos para comprar essa casa. Além de estar sem dinheiro, não tenho mais onde morar.'' (M.T.)

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