Envolver-se em causas sociais ficou mais fácil através dos meios eletrônicos. Para colaborar em sites de assistência social (combate à fome, à aids e a outros problemas) muitas vezes é necessário apenas um clique. Porém, a boa intenção vai além: existem milhares de e-mails com pedidos de ajuda e abaixo-assinados pelas mais diversas causas. Na prática, essas mensagens muitas vezes só servem para entupir as caixas de e-mail e gastar o tempo das pessoas.
Quem recebe um abaixo-assinado e coloca seu nome na lista, geralmente encaminha a mensagem para vários destinatários. Cada um deles recebe uma cópia da mensagem original, mas, ao inserir o nome na lista, cria novas listas, que serão encaminhadas a outras pessoas. No final, haverá centenas de listas com alguns nomes em comum. Além disso, alguém pode copiar a lista com os nomes e inseri-la em um outro abaixo-assinado, sem que as pessoas envolvidas saibam.
Comuns também são os pedidos de supostos parentes de alguém gravemente doente que imploram que a mensagem seja encaminhada ao máximo de pessoas possível, sob a justificativa de que, ao atingir um número mínimo, recebe uma doação em dinheiro para salvar o doente. Porém, especialistas explicam que não é possível fazer a contagem das mensagens enviadas.
Além de perder seu tempo, o internauta ainda corre riscos ao aderir a essas causas. ''Como as pessoas costumam encaminhar para vários amigos, esses dois tipos de mensagens geralmente servem para criar um banco de dados com um grande número de e-mails, o que pode ser usado tanto por hackers quanto por spammers'', alerta o técnico em informática João Henrique Neves Borges. (A.I.)

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