A ideia seria investir em tecnologia em tempo real
Londrina - O proprietário da lotérica do Shopping Com-Tour (zona oeste de Londrina), que foi assaltada em maio desse ano, contou que chamou a polícia após perceber o assalto em sua casa, por um sistema de segurança. Agora, ele sugere um novo sistema para agilizar o atendimento das ocorrências. "A ideia seria investir em tecnologia em tempo real, para que a polícia visse o assalto em vídeo no momento que ele acontecesse; assim os policiais chegariam mais preparados ao local", afirmou Fernando Abujamra.
Praticamente 100% das lotéricas de Londrina possuem câmeras de segurança. Mas a PM só tem acesso às imagens após a ocorrência ter acontecido. O subcomandante do 5º BPM, Nelson Villa Júnior, explicou que o sistema seria acionado no momento que os assaltantes entrassem no estabelecimento. "Com um botão do pânico, ou algum outro sistema, as imagens do estabelecimento começam a passar para os atendentes do 190, que podem ver toda a ação em tempo real e orientar os policiais que estão indo ao local sobre o número de indivíduos, se há reféns ou se estão armados. Isso melhoraria o atendimento e eficácia da atuação."
Não há resposta ainda, no entanto, se o sistema poderia ser feito efetivamente. "Não sabemos a legalidade disso, é só uma ideia que começamos a discutir".
Após enfrentar quatro tentativas de assalto e um roubo que lhe rendeu prejuízo de quase R$ 100 mil, a proprietária de uma lotérica da região central, que preferiu não se identificar, afirmou que o gargalo realmente é a segurança. "Minhas funcionárias trabalham com medo o tempo todo. Uma pediu demissão depois de uma tentativa de assalto. O problema é que eu não tenho condições de pagar um segurança em tempo integral para ficar em frente à loja. Acho que a Caixa poderia ajudar a gente a pagar esse funcionário a mais, já que prestamos serviço para eles."
O gerente regional da Caixa, Rui Luiz Gonzaga Baroni, afirmou que os serviços repassados aos lotéricos está dentro do estabelecido pela lei, e que a situação está regular. (P.B.O.)





