A hora de decidir sobre a vida profissional
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
Londrina - Após concluir o Ensino Médio, por volta dos 17 anos, a maioria das pessoas se vê diante da necessidade de escolher qual profissão seguir. Há 18 anos, a professora doutora Rosemarie Elizabeth Schmidt, psicóloga, mestre em Educação e Doutora em Psicologia Clínica coordena um trabalho na Universidade Estadual de londrina, voltado para quem está nessa fase. "Essa idade por si só se caracteriza por muitas mudanças. É um período de transição e isso requer, por parte dos adultos e profissionais, um preparo e um acolhimento para lidar com esse momento", explica.
De acordo com a profissional, esse momento é caracterizado por um período de moratória psicossocial. "A sociedade não tem um lugar definido de papéis sociais para esta fase da vida e que coincide com a escolha de uma profissão. Ele não é nem uma criança e nem um adulto", expõe.
A ansiedade é também uma característica comum, pois o adolescente tem que encarar uma porção de novos desafios. "É um período de turbulência emocional, em que o adolescente precisa definir quem quer ser, que profissão escolher e ainda lidar com questões relacionadas à sexualidade", relata Rosemarie.
O trabalho da psicóloga no Projeto de Orientação Vocacional e Profissional de Adolescentes de Londrina e Região para alunos do Ensino Médio de escolas estaduais é feito com o objetivo de apoiar esse grupo e ajudá-lo nesse momento de tomada de decisões. "Trabalhamos com alunos a partir de 14 anos e em grupos, que cursam o Ensino Médio. São de oito a 10 encontros e sabemos que existe nessa fase uma necessidade de buscar a própria identidade. O que mais nos importa é como o adolescente enfrenta esse momento e por isso criamos esse suporte para apoiá-lo", detalha a especialista. A psicóloga acrescenta que, apesar do foco ser os adolescentes, a experiência pode, no futuro, ajudar estas pessoas a redirecionarem suas carreiras.
Esclarecimentos
Rosemarie exemplifica que uma escolha não deve ser tomada levando em conta unicamente questões de gênero (quando determinadas áreas atraem mais homens ou mais mulheres), ou a profissão da moda, bem como a que atenda demandas do mercado de trabalho. Por isso, o trabalho da psicóloga é focado na orientação vocacional e profissional, para que os jovens não façam escolhas equivocadas. O adolescente é posto em contato consigo próprio, com o objeto profissão e com profissionais que estão no mercado.
"Fazemos atividades que levam a um espaço de reflexão e de testes que investigam características da personalidade e áreas de aptidão e é importante essa integração de suas características com os objetivos que busca realizar."
A coordenadora afirma que a maioria dos estudantes entra de uma forma e sai de outra do projeto. "Eles chegam em um estado de confusão e saem se sentindo mais esclarecidos", garante.
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