As bicicletas e os vira-latas ainda dominam as ruas, mas alguns cartazes coloridos e grupos de jovens entusiasmados discutindo em uma esquina ou outra denunciam que há algo de novo no ar daquela histórica e pacata cidade de 18 mil habitantes. Esse é o clima do Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizado anualmente em Antonina, Litoral do Estado.
Na oitava edição, encerrada na noite de ontem, o município recebeu a visita de milhares de pessoas que vieram passar a semana fazendo oficinas artísticas ou apenas passear, comer o típico barreado e assistir a shows.
Kraw PenasAnimados grupos de estudantes tomam conta da cidade por uma semanaAs escolas foram transformadas em alojamentos e uma das ruas da praça central ganhou até o apelido de ‘‘24 horas’’ - com barraquinhas de alimentação abertas até a madrugada para oferecer lanches fora de hora aos mais esfomeados. No dia da semifinal entre Brasil e Holanda, até um telão foi montado no Clube Operário para transmitir a partida.
Além dos estudantes que vieram fazer uma das 55 oficinas ofertadas (desde danças afro-brasileiras a introdução à história em quadrinhos), as próprias crianças que vivem em Antonina puderam participar de cursos de artesanato e atividades recreativas.
Segundo os organizadores, o festival contou com um público de 720 crianças e cerca de 800 adultos, além das pessoas que assistiram às apresentações. Para valorizar o patrimônio artístico, histórico e cultural da cidade, alunos e professores da UFPR organizaram passeios monitorados pelas construções e fachadas mais antigas.
A chuva nos últimos dias e a greve dos professores na universidade prejudicaram o movimento mas não foram o suficiente para tirar o ânimo dos participantes do festival. ‘‘As apresentações foram de boa qualidade e os moradores são super acolhedores’’, comenta a atriz Débora Segantine, que participou de uma oficina literária.
A arquitetura da cidade também fascinou a quem esteve lá pela primeira vez. ‘‘É bem cenográfica, com essas ruas estreitas e casarões antigos’’, observa Henrique Saidel. Ele e os estudantes Flávio Ferreira Amaral, Marcos Ricardo dos Santos e Kátia Michele (todos cursando a oficina literária) se conheceram no festival e já se tornaram bons amigos.Milhares de pessoas participam do festival, em oficinas artísticas ou apenas passeando e assistindo a shows
Kraw PenasCenárioAs ruas estreitas e vazias, os casarões antigos e sua história e a tranquilidade de Antonina fascinam os visitantes de primeira viagemAs crianças de Antonina
participam de cursos
de artesanato e
atividades recreativas

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