A história de Luiza e Paulo
Curitiba - Luiza percebeu o envolvimento de Paulo com o tráfico de drogas quando o adolescente, aos 13 anos, começou a tirar de dentro de casa objetos domésticos como televisão, rádio, centrífuga, panelas, roupas e até alimentos. A mãe conta que, do consumo de maconha, Paulo passou para a dependência em crack e roubava para sustentar o vício. O contato com o pai era raro. "Não sei nem explicar como aconteceu isso. Não fumo, não bebo. Nunca usei drogas", afirma Luiza, que acredita que o envolvimento do adolescente começou por influência dos amigos.
Mesmo depois de várias passagens pela Delegacia do Adolescente, em Curitiba, o jovem continuou cometendo roubos.
Depois de um mês da volta para sua casa, foi morto. Luiza acredita que o motivo de sua morte foi uma dívida com traficantes de drogas. "Eles (Justiça, Cense de Fazenda Rio Grande) fizeram todo possível, mas ele não quis ajuda. Ele não quis se ajudar. Se ele quisesse ajuda, ele teria saído dessa, mas ele não quis se ajudar. Ele não quis, ele não quis, ele não quis. Perdi meu filho para as drogas. Tentei salvar, mas não consegui. Um meninão...", lamenta a mãe. (C.G.B. e D.R.)





