Os integrantes atuais das gangues da Zona Oeste nem sabem exatamente os motivos que os levam a se enfrentar. Hoje circulam várias versões sobre o início do conflito mas a mais plausível é que a violência entre os grupos rivais da rua Pantanal e Nossa Senhora da Paz teria surgido no início dos anos 2000, motivada pela disputa por bocas de fumo na região.
Segundo uma fonte da Folha, Rafael Vieira Martins, conhecido como Rafinha, era morador do Conjunto João Turquino mas mantinha uma criação de porcos na rua Pantanal, onde teria conhecido e se aliado a um traficante que morava no Jardim Leste-Oeste. Até então, os adolescentes que integravam as gangues da Pantanal, Leste-Oeste e Nossa Senhora da Paz, mantinham uma relação pacífica.
Entre 2001 e 2002, numa disputa por pontos de venda de droga, o grupo da Pantanal/Leste-Oeste teria se desentendido com o Diógenes Ribeiro, conhecido como Godinho, que controlava o Nossa Senhora da Paz. Começava aí a rotina de trocas de ameaças, tiros e mortes. Em 2003 a rivalidade entre as gangues atingiu seu pico máximo e o número de homicídios bateu um recorde histórico de 193 registros. No segundo semestre de 2003, a polícia apertou o cerco contra as gangues da região e pediu a prisão de Rafinha e mais dois suspeitos de serem seus comparsas. Além disso, pediu a apreensão de oito adolescentes do Nossa Senhora da Paz.
Com as prisões e apreensões, a rixa perdeu força mas não desapareceu. Hoje, o que estaria ocorrendo é que a gangue da Pantanal está enfraquecida e contaria apenas com o apoio de um pequeno grupo da Leste-Oeste. Enquanto isso, a gangue do Nossa Senhora da Paz se fortaleceu com o comércio de drogas e armas e, com isso, teria conseguido o apoio de grupos de outras regiões da cidade. (L.A.)

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