A história da casa, escrita pelos próprios estudantes
A Casa do Estudante Universitário do Paraná foi inaugurada em 11 de agosto de 1948. Foi a primeira do Sul do Brasil. Sem sede própria, os estudantes se alojavam inicialmente nas instalações do modesto Hotel Majestoso, na atual Avenida Luiz Xavier, na Boca Maldita.
Na década de 40, Curitiba se firmava como um centro cultural, e para cá vinham estudantes de todo o Brasil, procurando principalmente os cursos de Direito, Medicina e Engenharia. O grande número de estudantes vindos de fora, e a falta de alojamentos a preços acessíveis, contribuiu para o início da luta pela instalação da casa. Sempre com animação estudantil.
As instalações atuais começaram a ser construídas em 49, mas só ficaram prontas nos primeiros meses de 56. No dia 26 de abril foi inaugurada a sede atual, na Rua Luiz Leão nº 1. Estiveram presentes na inauguração o então presidente Juscelino Kubitschek, o governador Moysés Lupion e sua mulher, Hermínia Lupion, principal responsável pela instalação da casa. O prédio foi construído no formato da letraK, em homenagem a Kubitschek.
No início dos anos 60 a CEU viveu seus momentos de maior brilho no meio social curitibano, promovendo festas, bailes de gala e desfiles, sempre com muito prestígio na sociedade. Com o golpe militar de 64, a casa não escapou ilesa das perseguições. Nessa época, a CEU abrigava grande número de dirigentes estudantis, e muitos deles foram presos ou tiveram de fugir.
No regime militar, a situação interna foi afetada pelo clima de insegurança e temor. O ambiente só voltou a ficar descontraído na segunda metade da década de 70, quando o governo Geisel iniciou a chamada abertura.
A década de 80 foi marcada pela decadência. Os estudantes exigiam mais liberdade e queriam o fim das normas morais. O então administrador Padre Gustavo abandonou a CEU, pressionado pelos estudantes, que queriam o fim da proibição da entrada de mulheres nos alojamentos. Com dificuldades para controlar o comportamento dos estudantes, a CEU vive um período de isolamento e teve seu prestígio abalado. O fim dessas normas causou a depreciação da entidade, que agora busca recuperar o prestígio da sociedade. (P.G.)





