A gente tem que pecar pelo excesso
Londrina - A experiência de quem trabalha nas centrais de atendimento ajuda a identificar os trotes com mais facilidade. O coordenador médico do Samu, Leandro Perales, explicou que das cerca de 300 ligações recebidas por dia entre os meses de dezembro e fevereiro, aproximadamente, 5% eram trotes. "A maioria é criança fazendo piadas após o horário das aulas. Adultos convincentes também nos ligam e a ambulância chega a ser deslocada. A gente tem que pecar pelo excesso e não pela falta de assistência", ressaltou.
Já o Corpo de Bombeiros não possui uma estatística sobre o número de trotes recebido mensalmente. No entanto, a aspirante Marinara da Rocha destaca que quase metade das ligações diárias é trote. "Nós não conseguimos ir atrás de quem comete esse tipo de coisa até para evitar perder ainda mais tempo com essas ligações", argumentou.
Os socorristas do Siate atendem, em média, 30 ocorrências por dia. "Eles adquirem experiência e a gente acaba combatendo os trotes por meio de uma triagem interna. Os atendentes são orientados a filtrar as ocorrências perguntando detalhes e informações. Deslocar um caminhão de combate à incêndio, por exemplo, leva muito tempo", explicou Marinara. "Um dia, quem passa trote vai precisar de atendimento e pode não ter porque alguém na linha está brincando com o serviço de urgência", concluiu. (V.C.)





