A gente não tem como resolver tudo
Rolândia - Um dos problemas evidenciados durante as chuvas em Rolândia foi a drenagem urbana insuficiente. "Nós identificamos que havia 20 km de galerias pluviais entupidas na cidade. Mesmo com chuvas menos volumosas que as registradas em janeiro já era possível identificar pontos de alagamento", destaca o prefeito Luiz Francisconi Neto.
Ele aponta que será necessário resolver esse problema antes da recuperação do asfalto. "Temos que refazer todo o planejamento de drenagem de água; muitas galerias estavam subdimensionadas e teremos de refazê-las para suportar uma chuva tão forte", declara o prefeito.
O secretário de Infraestrutura, Vanderlei Massuci, aponta que o município gasta cerca de R$ 15 mil por dia para fazer o serviço de tapa-buraco, entre material, recursos humanos e aluguel de equipamento. "São 25 toneladas por dia de concreto betuminoso usinado quente, mas identificamos 50 ruas que possuem mais caída e que a enxurrada levou o subleito, formado por britas, e teremos que esperar os recursos federais para recuperá-las, pois é como se tivéssemos que refazer tudo de novo", aponta.
O prefeito aponta que até agora foram gastos R$ 600 mil na reforma de escolas, sendo que a mais afetada foi a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida (Bartira). Os 80 alunos da instituição têm assistido aulas em uma residência alugada pela prefeitura. O custo total de reconstrução desse imóvel está avaliado em R$ 800 mil.
"São R$ 90 milhões que a cidade teve de prejuízo. A gente não tem recursos para arrumar tudo. As pessoas dos bairros, os agricultores, todo mundo quer retornar ao seu cotidiano normal, mas a gente não tem como resolver tudo", afirma o prefeito. (V.O.)





