O mundo celebra amanhã o Dia Mundial da Alimentação. Criado em 1945 pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a data tem o objetivo de conscientizar a humanidade sobre os riscos impostos pela fome e pedir a participação popular na luta para amenizar o problema.
Em Londrina, 40 mil famílias vivem com menos de um salário mínimo, o que caracteriza situação de risco em termos de segurança alimentar. ''São pessoas que não estão ingerindo o mínimo de calorias necessárias por dia'', explicou o sociólogo Ronaldo Baltar. Para ele, fome não é a simples falta de alimentos, mas da oferta regular dos nutrientes fundamentais para a sobrevivência dos seres humanos.
''Não tem como prevenir a fome. Quando falta comida em casa, a primeira coisa que as famílias fazem é buscar apoio de instituições, como o governo ou a Igreja. Se não conseguem, se viram como podem antes de pedir, porque a humilhação é cruel'', analisou Baltar (leia entrevista na pág. 3 do Primeiro Caderno).
Em todas as regiões de Londrina, esse sentimento de humilhação é experimentado por diversas mães de família. Com histórias que envolvem a falta eventual de qualquer alimento e uma rotina que inclui apenas o arroz e o feijão no prato, elas não sabem que a escassez é a causa de uma doença que a longo prazo pode ser incurável: a desnutrição.

mockup