Da Sucursal

Marcelo AlmeidaPesquisasLourival Carmo Mônaco, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep): participação das empresas no Brasil é de somente 0,5% do PIBO setor privado precisa aumentar sua participação no financiamento de ciência e tecnologia caso o Brasil queira enfrentar em pé de igualdade a globalização da economia. A opinião é de Lourival Carmo Mônaco, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que esteve ontem em Curitiba proferindo palestra para pesquisadores e dirigentes da Copel, Tecpar, Comec, Ippuc e UFPR.
No Brasil, o poder público ainda responde sozinho por 70% dos investimentos em pesquisa e tecnologia, ficando as empresas privadas com os 30% restantes. ‘‘No Japão, 80% dos recursos para pesquisa são financiados por grupos privados’’, explicou o presidente da Finep. Segundo ele, a participação das empresas privadas têm aumentado nos últimos anos no Brasil, mas ainda é pequena. ‘‘Nos últimos três anos, o investimento privado em pesquisa passou de 0,2% para 0,5% do PIB’’, disse Mônaco.
Os recursos para desenvolvimento tecnológico têm crescido de 15% a 20% ao ano, mas ainda são insuficientes para sustentarem a modernização que o país precisa para enfrentar a concorrência internacional, acredita Mônaco. ‘‘O Brasil tem investido o possível’’, afirmou ele, admitindo que esse crescimento ainda é pequeno diante das necessidades do país.
Para este ano, a Finep tem um orçamento de R$ 600 milhões, oriundos de empréstimos externos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador, entre outras fontes. ‘‘Com esse dinheiro, devemos financiar cerca de 600 projetos de empresas e 250 em universidades’’, disse o presidente da agência.
A Finep oferece dois tipos de financiamento voltado para a modernização tecnológica e científica. Para o setor privado, em geral micro empresas, é oferecido empréstimos com juros de 6% ao ano mais TJLP. Para universidades e instituições públicas, os financiamentos são a fundo perdido.
A partir de setembro do ano passado, a Finep vem financiando projeto no valor de R$ 16,606 milhões, que prevê a modernização do Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento da Copel (LAC) nos próximos três anos. Novos recursos poderão ser disponibilizados de acordo com os projetos apresentados pelo LAC, segundo Mônaco. ‘‘Estamos estudando um projeto para o reaproveitamento do hidrogênio gerado na produção de energia elétrica’’, afirmou ele.

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