Projetado pelo engenheiro Boanerges Garcia, da Igreja Unida de São Paulo, o primeiro templo de alvenaria é inaugurado em 17 de agosto de 1947, sob o pastoreio do reverendo Luiz Pereira Boaventura; o de madeira será demolido em 1953, quando cede lugar à construção do edifício de Educação Religiosa, que se estende às décadas seguintes. Paralelamente, faz-se ''uma pequena reforma'' no templo, sucedida por outra ''maior'' nos primeiros anos 80. Com isso, o templo gótico foi substituído pelo atual.
Outros pastores: Zaqueu de Melo, Manoel Barbosa de Souza, Argemiro de Oliveira Souza, Sabatini Lalli, Ataídes Antônio da Costa, José Pereira de Souza e Moacir Jordão de Almeida.
Desde 1984 é o reverendo Osni Ferreira e a Igreja adquiriu a antiga sede da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), 32 mil metros quadrados, atualmente o ''Centro de Adoração''.
Inaugurado em 16 de agosto de 1987, o Movimento Evangélico Pró-Vida (Metropovi) tem no ''obreiro'' Arthur Maximo um exemplo de superação. Após ter sido dependente de drogas por 35 anos, ele tornou-se bacharel em Teologia, coordenou o Metropovi por 18 anos e hoje integra um grupo de apoio. Conforme seu depoimento, havia destruído a vida familiar, tendo sido preso 17 vezes. Apesar disso, se tornou bem-sucedido, sócio num grupo de empresas. Mas não conseguiu parar com o vício e, em 1987, estava condenado pela 1 Vara Criminal de Londrina. Com 48 anos, imaginou que não suportaria cumprir a pena no manicômio judiciário anexo à Penitenciária de Piraquara, tais os efeitos colaterais do tratamento que lá faziam.
E recorreu ao juiz Antônio Casemiro Villevique, que era evangélico, por ''um atendimento espiritual''. A melhor síntese do caso é o ofício do Juiz, de 5 de janeiro de 1988, comunicando ao delegado Osnildo Carneiro Lemes ter ''concedido ao réu (a) frequentar em período integral o Metropovi, aos cuidados da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, bem como do ministro reverendo Osni Ferreira''. E o que réu seja ''dado aos cuidados do referido pastor, que irá buscá-lo na Cadeia''.
Arthur conta que, na verdade, só queria sair da cadeia e ainda deu uma escapada para as drogas. Mas quando chegou à Igreja e o reverendo Osni o chamou, ''o que aconteceu daí para a frente é difícil de descrever''.(W.S.)

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