À espera de uma solução
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
Não é de hoje que a rotina daqueles que utilizam o transporte metropolitano em Londrina é castigada pela falta de estrutura dos locais de embarque e desembarque. Por dia, são milhares de estudantes, trabalhadores e visitantes que utilizam as linhas da TIL Transportes Coletivos, Ouro Branco e Viação Garcia, que juntas, interligam Londrina a outros 10 municípios da região (Rolândia, Apucarana, Cambé, Ibiporã, Assaí, Bela Vista do Paraíso, Jataizinho, São Sebastião da Amoreira, Sertanópolis e Primeiro de Maio).
Enquanto a promessa de construção de um terminal metropolitano não sai do papel, mais de 1 milhão de usuários dessas linhas continuam enfrentando dificuldades na espera dos ônibus, mensalmente.
Nos horários de maior fluxo, principalmente no final da tarde, a cena que se forma nos pontos instalados na Avenida Leste-Oeste em frente ao Terminal Urbano (Centro) é de um verdadeiro caos.
A estrutura de cobertura é insuficiente para atender a demanda de passageiros e, quando chove, a situação piora. ''Quando não dá para garantir um lugarzinho na cobertura, o jeito é ficar na chuva mesmo'', lamenta o trabalhador Marcos Cristiano da Silva, 40 anos, usuário do transporte metropolitano há mais de 10 anos.
Ele, que é morador de Cambé e vem diariamente a Londrina, diz que a falta de estrutura sempre incomodou. ''É necessário instalar mais bancos nos pontos, ter uma cobertura maior e banheiros. A gente paga passagem como todo mundo, mas não tem um local adequado. O ideal mesmo seria um terminal'', afirma.
A estudante Vanessa Escobar, 20 anos, também reclama da falta de segurança nos pontos, principalmente à noite. ''Essa região é muito perigosa. Não tem quem não fique inseguro aqui'', conta.
Integração eletrônica
Recentemente, no mês de maio, o sistema de bilhetagem dos transportes coletivos da TIL em Cambé e Ibiporã, passou a funcionar eletronicamente. Para integrar as linhas, os passageiros agora devem ter em mãos um cartão eletrônico, caso contrário, terão que pagar a tarifa de R$ 2,40 toda vez que trocarem de ônibus.
A integração pode ser feita uma única vez, em linhas diferentes, em até uma hora após o desembarque e em qualquer ponto em que a TIL circule. Com a mudança, que pegou muita gente de surpresa, os terminais das duas cidades perderam as grades e passaram a funcionar abertamente. O cartão pode ser feito gratutitamente nas garagens da TIL e no terminal, com apresentação de RG, CPF e comprovante de residência.


