Colégio Estadual Professora Helena Kolody: esforço para concluir a parte interna
Colégio Estadual Professora Helena Kolody: esforço para concluir a parte interna | Foto: Fotos: Ricardo Chicarelli



Em 11 de janeiro de 2016, a forte chuva que caiu sobre a região de Londrina deixou um rastro de destruição. Rios transbordaram, pontes foram levadas pelas águas, o asfalto de ruas e rodovias cedeu e muitos imóveis ficaram alagados e sofreram danos estruturais. Em algumas escolas, a chuva fez estragos que obrigaram o adiamento do início das aulas e naquelas onde os prejuízos foram maiores, o funcionamento durante todo o ano passado ocorreu na base do improviso. Um ano depois e a pouco mais de um mês do início de um novo ano letivo, a situação nas instituições de ensino do Estado que sofreram grandes danos com a chuva segue praticamente inalterada. O Núcleo Regional de Educação (NRE) dispõe dos valores necessários para as obras em cada uma das escolas afetadas pela chuva, que somados chegam perto de R$ 1,6 milhão, mas não há datas para o início da maioria delas.

Os casos mais preocupantes são os colégios estaduais Professora Helena Kolody e Olavo Bilac, em Cambé, e o Colégio Estadual Presidente Kennedy, em Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina. No Helena Kolody, os estragos foram tão grandes que o prédio teve de ser interditado e as atividades foram transferidas para outros dois locais. Os alunos do ensino fundamental e parte do ensino médio ficaram acomodados no prédio do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA). Os alunos do terceiro ano do ensino médio ocuparam o espaço do salão paroquial da igreja matriz. A falta de salas em número suficiente obrigou funcionários a exercerem seu trabalho em carteiras dispostas no corredor do salão paroquial. Inicialmente, a cessão do espaço pela igreja era por quatro meses, mas os alunos acabaram ficando o ano todo no local.

A Superintendência de Desenvolvimento Educacional da Secretaria Estadual de Educação finalizou a licitação para reforma do Colégio Estadual Professora Helena Kolody no final do ano passado. O pregão eletrônico teve como vencedora a empresa Correa e Koch Ltda., de Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que irá executar a obra por R$ 179.999,72. As obras iniciaram em dezembro, mas segundo o diretor, Paulo Enrique Dante, o governo do Estado não aprovou a reforma completa, apenas um reparo. O piso e o contrapiso foram removidos para que a tubulação de água pluvial pudesse ser refeita e o próximo passo é colocar um novo piso e contrapiso e iniciar as obras na parte externa do prédio, com o reforço dos pilares.

"Com a chuva, a escola cedeu bastante. As paredes não caíram, mas houve rachaduras que vão ser reparadas. Estamos fazendo um esforço para terminar as obras da parte interna para que as aulas possam começar e a parte externa pode ser feita com os alunos na escola", explicou Dante. O início do ano letivo está marcado para 15 de fevereiro e a escola tem cerca de 700 alunos matriculados no ensino fundamental 2 e médio.

O prédio de 1949 onde funciona o Colégio Olavo Bilac, também em Cambé, ainda espera pela reforma. Desde o início do ano passado, há salas interditadas em razão de rachaduras que surgiram nas paredes após a chuva de janeiro de 2016. O primeiro andar foi isolado pelo risco de desabamento. Funcionários avaliam que a solução do problema seria uma reforma estrutural do piso ao teto. O governo estadual prevê um repasse de R$ 159.183,80 para a realização da obra, que aguarda indicação orçamentária, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed).

Na Escola Estadual Attilio Codato, ainda em Cambé, o muro veio abaixo com a chuva e uma árvore caiu sobre o telhado. Desde então, um tapume substitui o muro e o início da reforma, segundo Seed, aguarda aguarda apenas assinatura da ordem de serviço. O repasse deve ser de R$ 628.645,00, de acordo com o Núcleo Regional de Educação.

ROLÂNDIA
Em Rolândia, boa parte da estrutura do Colégio Estadual Presidente Kennedy ficou comprometida depois que a força das águas da chuva abriu um enorme buraco na área externa e provocou rachaduras no chão, teto e paredes, comprometendo a segurança de alunos e funcionários. Das 22 salas de aula, cinco tiveram de ser interditadas. Para manter as atividades, espaços destinados a outras atividades passaram a ser utilizados como salas de aula e a biblioteca teve de restringir o atendimento aos estudantes a três vezes por semana. Alguns banheiros também ficaram na área interditada e restaram aos alunos um banheiro feminino e outro masculino localizados na quadra de esportes, além do banheiro da biblioteca e o privativo dos funcionários, que virou banheiro coletivo.

A diretora, Maria Goreti de Freitas Gomes, demonstra descontentamento com a demora na execução das obras de reparo. "Tudo o que foi interditado continua interditado, o que estava quebrado continua quebrado. A escola está um caos. Estamos fazendo o que é possível com as nossas condições", desabafou. "Fizemos recentemente a pintura das salas que estão boas, dos corredores e colocamos cortinas, mas foi tudo com dinheiro do nosso bolso, de uma rifa que fizemos."

Segundo a assistente técnica do Núcleo Regional de Educação (NRE), Luzia Maria Alves, o valor das obras no Colégio Presidente Kennedy é de R$ 466.077,05, mas ainda não há previsão de licitação e início da reforma. A Seed informou que assim como no Olavo Bilac, em Cambé, a obra também depende de indicação orçamentária.

Luzia lembrou ainda que repasses estão previstos para o Colégio Estadual Souza Naves, em Rolândia, que deverá receber R$ 61.194,98, e o Colégio Estadual Brasílio de Araújo, em Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina), terá uma verba de R$ 109.792,62 para obras. Após a chuva, a escola apresentou infiltrações nas paredes.

LONDRINA
Entre as escolas estaduais de Londrina que tiveram problemas com a chuva, apenas a Professora Rina Maria de Jesus Francovig ainda não iniciou as obras de reforma. A unidade deve receber R$ 157.615,26 do governo estadual para reconstrução do que foi danificado em janeiro. A obra está em fase de projeto, informou a Seed. A escola também foi incluída no Programa Escola 1000 do governo do Paraná e deve receber R$ 100 mil para outras melhorias.

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