A diversidade é o segredo do negócio
Se na feira tem pastel de ovo, flores, luva de lã para o frio, tem também a buchinha para sinusite, filhote de galo campeão e CD pirata. A exemplo da variedade de produtos, é possível encontrar diversidade de público nas 32 feiras livres de Londrina. De domingo a domingo, armam-se barracas, desmontam-se barracas enquanto circulam donas-de-casa, profissionais liberais sem tempo, solteiros, casados, famílias inteiras.
''Eu não venho sempre, mas quando venho é para ver CD, DVD. Nunca como nada e nem compro verduras e legumes. Minha avó que vem para comprar isso'', afirma o estudante Rafel Silveira Mendes, 19 anos. Ele é exemplo de um público mais jovem que só costuma ir às feiras para passeio. ''Aqui na Saul Elkind, são esses produtos (CDs, roupas, eletroeletrônicos) que movimentam a feira'', assegura uma feirante, Zeila Teruel, de 45 anos.
Nas feiras do Centro, o destaque é mesmo o pastel. Logo bem cedo as barracas já estão com o óleo quente. Na da rua Alagoas, as frituras começam ainda de madrugada, quando os jovens passam para comer pastel depois da noitada e antes do dia amanhecer. O mototaxista Julio César Passucci, 31 anos, também procura o pastel, mas não de madrugada. ''Toda terça e sexta-feira eu vou à feira para comer um.''
Uma barraca típica, que cada dia anda mais movimentada, segundo a proprietária Maristela Vieira Pires, é a de ervas e raízes. ''Os tratamentos naturais estão sendo mais divulgados e só na feira as pessoas encontram todas as plantas e raízes. Para mim o movimento está bom''. Ela, que veio para Londrina da capital paulista, conta que lá barracas como a dela já eram mais populares. ''Aqui que o público está confiando mais agora.'' (G.B.)





