Há dois anos, quando Iraci Alarcom Nicodemos mudou-se para o patrimônio, começou a vender produtos de beleza para as mulheres que frequentavam o Projeto Teares Alegria. E, assim, surgiu seu interesse pelo artesanato. ''Sempre ia no antigo barracão onde elas se reuniam e ficava observando como tudo era bonito. As mulheres me convidavam, mas não achava que poderia produzir algo'', revela.

A dona de casa, porém, acabou se rendendo aos encantos do tear e hoje é uma das participantes. ''Tudo parece uma mágica. Colocamos as linhas no tear e logo vem a transformação. Antes eu não tinha uma profissão, agora posso dizer que sou artesã. Ainda que o trabalho não seja muito reconhecido, consigo tirar um 'dinheirinho' que ajuda muito em casa'', orgulha-se. A filha também faz parte do projeto e ajuda a mãe com o acabamento das peças.

Estimulada pela cunhada Iraci, Luceli Vieira também começou a fazer o curso na mesma época. ''Eu morava no Distrito de São Luis e o espaço ficava mais de oito quilômetros de distância. Fiquei muito motivada a aprender e vinha de lá toda semana.''

Dona de casa desde que se casou, Lúcia, como é conhecida, diz que nunca imaginou que poderia fazer as peças que hoje produz. ''Sempre tive vontade de aprender algo diferente e quando tive a oportunidade não pensei duas vezes. Agora sei fazer várias coisas, o pessoal sempre elogia meu trabalho. Além disso, o que ganho com a produção dá para 'quebrar o galho' em casa.'' (M.T.)

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