Outros registros da exposição ''Ruína da Memória'' trazem os detalhes de algumas fachadas comerciais que só foram conhecidas por muitas pessoas, após a Lei da Cidade Limpa. Sem as grandes placas, muitas construções antigas surgiram na região central, revelando suas riquezas em detalhes.
Na Rua Benjamin Constant, o prédio onde funcionava o comércio de autopeças Rolemak só foi ''descoberto'' por uma comerciante que trabalha em frente ao local, após a retirada da fachada comercial. ''Tem gente que pergunta se foi incendiado pela quantidade de sujeira que encobre a pintura. Mas apesar disso, eu acho bem bonito'', conta.
O morador Wilson Medina Gonçalves, vizinho do local desde 1963, conta que a arquitetura se mantêm preservada com seus detalhes, como nas sacadas e o faz lembrar dos tempos em que a Rua Benjamin era ocupada por residências de madeira e o asfalto era de paralelepípedo. ''Hoje tudo está muito diferente. Acho interessante se um pouco dessa arquitetura fosse preservada'', declara.
De acordo com o arquiteto Zani, esses detalhes eram personalizações que os moradores davam às suas casas e que desapareceram com o tempo. ''Hoje, ainda é possível encontrar alguns elementos no frontal das casas, varandas e janelas construídas décadas atrás. Antigamente, ninguém queria ter uma casa igual à outra'', explica. (M.O.)

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