Londrina - No Jardim San Isidro, na zona sul de Londrina, existem moradores exemplares, que dedicam boa parte de sua rotina diária para manter a residência livre do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. É o caso do produtor rural Laurenito Neves Pereira, de 58 anos, que resolveu furar o reservatório de água que fica atrás da geladeira para evitar que se torne um criadouro do mosquito. "Assim não junta água e fica tudo organizado. A dengue é uma praga que mata as pessoas", alertou.
Pereira também se preocupa com as plantas. O vaso de ráfia, na sala de casa, tem areia. "Há seis anos eu venho cuidando rigorosamente de tudo: do quintal, dos vasos, dos ralos, não deixo garrafas com a boca para cima. Mas é preciso somar as forças, porque sozinho não adianta. Se cada um fizer a sua parte e se juntar com duas ou mais pessoas fica mais fácil eliminar a praga", orientou.
Seu vizinho Ary Perez, de 73 anos, é um bancário aposentado apaixonado por flores e plantas. Morador do San Izidro há 30 anos, mesmo com a enorme quantidade de vasos existentes em sua casa, ele não se descuida. Todos permanecem sem criadouro, tanto nas áreas cobertas, como no quintal de sua casa. "Eu não coloco pratos na maioria dos vasos, mas naqueles que têm, coloco areia para que não atraia os mosquitos", ressaltou Perez. Ele enfatizou que é preciso ter amor pelas plantas para manter tudo desse jeito. "Eu converso com as plantas e elas crescem melhor desse jeito. Mas é preciso tempo para fazer cuidar bem delas." (V.O.)

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