A Curitiba das muitas crenças
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Da mesquita à igreja, da sinagoga ao terreiro de umbanda, do centro espírita ao templo budista ou a tantos outros locais. Estas são algumas opções para aqueles que procuram por conforto espiritual ou proximidade com Deus, independente de como Ele é chamado.
Curitiba não deixa a desejar no quesito religião. Na cidade são realizados rituais de todas as grandes religiões organizadas. Diferentes histórias, crenças e práticas retratam a diversidade da população composta por quase dois milhões de habitantes.
Para suprir as diferentes motivações e crenças, existem na cidade 331 locais considerados templos religiosos. São estabelecimentos cadastrados com alvarás ativos na Prefeitura Municipal, que podem estar ou não em funcionamento, sem contabilizar os espaços não cadastrados.
"Quem argumenta pela falta de opções religiosas em Curitiba não conhece a cidade. É um cardápio religioso muito grande e são muitos grupos organizados", afirma o professor e pesquisador Luiz Alberto Souza Alves, graduado em Filosofia e Teologia, que faz estudos sobre as manifestações religiosas na Capital.
De acordo com o professor, as principais religiões envolvem o Cristianismo, característica marcante dos colonizadores europeus que fizeram de Curitiba um novo lar. A religião ortodoxa se destaca por reunir fieis de forma não identificada nas demais capitais brasileiras. Também são bastante frequentadas reuniões do candomblé, umbanda, espiritismo, religiões orientais, semitas e hinduístas.
A informação é comprovada pelo último Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano 2000 os curitibanos identificados como católicos eram 1,121 milhão, enquanto os evangélicos eram 300 mil, os espíritas 26,9 mil e os seguidores da umbanda 2,8 mil (veja infográfico). São diferentes religiões que mantém na cidade um diálogo ecumênico e de respeito entre si.


