Na Índia do século passado, o castigo da mulher adúltera era a amputação de seu nariz. A necessidade de reconstrução do órgão responsável pelo olfato originou a cirurgia plástica, transformada num recurso estético no início deste século, pelos franceses. Por vaidade ou necessidade, a cirurgia de nariz é hoje uma das mais solicitadas e, segundo o especialista Arnaldo Miró, a mais difícil de realizar.
Um dos temas discutidos no congresso, que aconteceu no Marrocos entre os dias 13 e 16 de março, envolvendo médicos do Brasil, Europa e Estados Unidos, foi a correção das cirurgias de nariz mal conduzidas, o que representa cerca de 3% dos casos.
‘‘Um dos graves problemas que enfrentamos é a existência de milhares de médicos que não possuem especialização em cirurgia plástica e realizam estas operações’’, disse. Miró fez residência médica no Rio de Janeiro, com o professor Ivo Pitanguy, e já foi presidente da Associação Paranaense de Cirurgia Plástica. Em 98, Miró integrará o departamento científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
O congresso realizado pelos ex-alunos do professor Pitanguy acontece anualmente, em vários locais do mundo, e funciona como um intercâmbio de informações entre os cirurgiões plásticos. ‘‘É apenas uma troca de boas idéias’’.

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