Londrina - O urologista Ricardo Brandina, de Londrina, explica que o pênis é formado por dois cilindros musculosos chamados de corpos cavernosos. Embaixo deles tem um terceiro cilindro – o corpo esponjoso – por onde passa a uretra (canal que elimina a urina). Quando o homem tem desejo e fica excitado, os corpos cavernosos se enchem de sangue e o pênis fica duro e ereto. Quando passa o estímulo sexual, o sangue sai e o pênis volta a ficar mole. "Tudo que existe para tratar o problema da disfunção erétil simula esta situação", esclarece.
Ele cita que qualquer médico antes de se decidir pela colocação de prótese, tem que buscar a solução do problema através de medicamentos, terapia, bombas de vácuo, injeções no pênis. Só se nada disse der resultado é que a cirurgia entra como opção. "A colocação da prótese peniana é a última opção para o tratamento da disfunção erétil, pois é um procedimento sem volta. Você vai remover todo o músculo do corpo cavernoso e substituir este músculo pelas hastes de silicone com fio metálico para ter ereção."
Segundo o especialista, existem dois tipos de próteses: as semirrígidas e as infláveis. A primeira é uma prótese de silicone com uma haste de aço dentro e com ela é possível moldar o pênis para qualquer direção. A desvantagem é que o pênis fica rígido o tempo todo. A prótese inflável tenta imitar o funcionamento natural: quando o homem quer ter ereção ele aciona uma bomba que fica na bolsa escrotal e "enche" o pênis. Quando a relação termina é só acionar o mecanismo novamente para desinflar. (L.A.)

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