Londrina - O painel do Jubileu de Prata de Londrina fica em um ponto de destaque na Universidade Estadual de Londrina (zona sul). A obra retrata a cidade em dois momentos: o início da colonização e 25 anos depois, com os primeiros prédios em evidência. O painel é contemporâneo de outra grande obra da cidade, o Lago Igapó, e foi construído na gestão de Antônio Fernandes Sobrinho (1955-1959).
O que pouca gente sabe é que aquela obra foi instalada originalmente no antigo prédio da Câmara de Municipal, demolida em 1976. A obra foi doada à UEL
e restaurada por uma equipe de professores e alunos dos cursos de Educação Artística e Arquitetura e Urbanismo, em 1981. O autor do painel é o artista plástico João Ponti, um artista que ficou famoso por seus trabalhos utilizando a técnica da pintura sobre os azulejos, semelhante à que era utilizada pelos portugueses no início da colonização.
O estudante de Biomedicina, Wesley Ferreira de Melo, de 29 anos, observa que todos os estudantes da universidade passam pela obra e conseguem visualizar a obra, no entanto poucos sabem a história do painel. "Eu imaginava que este painel tinha sido construído originalmente aqui."
O estudante do 5º ano de Geografia, Leonardo Ferreira, de 27 anos, relata que está escrevendo sua tese de conclusão de curso sobre patrimônios históricos, justamente sobre como algumas obras ficam invisíveis aos olhos das pessoas. "Em Itu (SP), por exemplo, construíram um orelhão gigante e todos que vão à cidade observam apenas isso, mas no entorno dele existem vários prédios tombados que passam desapercebidos. Aqui na UEL eu observo que este painel também sofre um pouco disso. Muitos tiram selfies (retratos próprios) de um ponto em que está escrito UEL com arbustos, mas não tiram fotos desse painel", relatou.
A estudante do 3º ano de Letras, Renata Oliveira, de 27 anos, relata que conheceu o painel no primeiro dia de aula, quando um dos professores fez um tour pela universidade para que todos pudessem conhecer o que ela oferecia. "Na época ele fez uma breve explicação. Mas como o nosso centro fica longe daqui, eu quase não passo aqui em frente. Mas acho legal essa técnica de pintura sobre os azulejos, similar aos azulejos portugueses". (V.O.)

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