Londrina – O grafiteiro Carão Capstyle analisa a situação como positiva, porém define a necessidade de autorização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) como "a burocracia que mata a arte". Segundo ele, outros avanços serão necessários. "O prefeito (Kireeff), como político, fez a parte dele (de permitir a produção artística do grafite), mas a partir do momento que há a necessidade de autorização do mesmo órgão que causou toda aquela confusão, não sei até que ponto isso vai melhorar", afirma.
Carão destaca que o apoio popular é muito importante nas tomadas das decisões do poder público. "Quando comecei a grafitar, em 2000, havia muita rejeição. O povo confundia com pichação. Hoje não. Até idosos param para admirar. Não há motivo para discriminação", comentou. "Se o dono do comércio encontrar qualquer dificuldade legal para abrir espaço para a gente, ele desiste. Por outro lado, o pichador não vai pedir autorização", completou.
Hugo Rocha, de 33 anos, faz grafite há 13 anos e acredita que a decisão do Executivo foi o primeiro passo para retirar o grafite da marginalidade. "É uma abertura importante, pois teremos a garantia de poder fazer nosso trabalho sem ser submetido a uma abordagem policial, cena corriqueira nos últimos anos", relata. Para ele, o processo de obter autorização não é a melhor solução. "É meio incoerente, mas esperamos bom senso por parte de quem vai conduzir esses processos." (C.F.)

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