A arte de fabricar carroças
Nascido em Marília, no interior de São Paulo, o descendente de alemães e espanhóis Matheus Brenes, 66, está em Londrina desde 1964. Após chegar ao Norte do Paraná para trabalhar com café, junto com a esposa Guiomar, decidiu ficar. Foi motorista e gerente de serraria e de empresa de produtos agrícolas, no Mato Grosso e em Minas Gerais, mas sempre morando aqui.
Também atuou por conta. E aí fazendo um dos serviços dos quais mais gosta. Comprou ferramentas e montou uma marcenaria no quintal de casa. Oportunidade para exercer o ofício pelo qual apaixonou-se na infância: a construção de carroças.
Ele conta que desde os 6 anos acompanhava o trabalho de um tio, que tinha oficina na terra natal. Mesmo sem pegar no batente por ser muito novo e o serviço muito pesado, Brenes aprendeu o ofício apenas por meio da observação. ''Naquele tempo os mais velhos não tinham paciência para ficar ensinando as crianças e os jovens'', diz.
Mesmo assim ele passou a dominar a atividade, que é considerada uma arte pelo motorista aposentado. Ele explica que o barulho feito pelo veículo depende do tipo de madeira usado na fabricação. A cabreúva e o ipê são os tipos mais indicados, ensina.
O interesse despertado pelas carroças é variado. Desde gente que quer apenas tirar uma foto até supermercados que pretendem alugar os veículos para eventos promocionais.(F.R.F)





