A alegria do Natal chega aos hospitais
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terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Pode soar estranho, mas passar a manhã do dia 25 de dezembro em hospitais é algo pelo qual o músico Miguel Tófano aguarda com ansiedade todos os anos. Há duas décadas, ele e outros sete integrantes da Banda de Músicos de Londrina levam sua música aos pacientes, visitantes e funcionários de hospitais na cidade, com o intuito de proporcionar um pouco de alegria no dia de Natal.
Da mesma forma, todos os anos, amigos e parentes da jornalista Helenida Taufik Tauil da Costa Branco se transformam na Família Noel para, junto com os músicos, distribuir doces e esperança nos corredores dos hospitais Mater Dei, Santa Casa e Hospital Infantil, em um ritual que se repete há 18 anos. ''Na primeira vez, eu vim sozinha, já no ano seguinte meu marido veio junto. Com o passar dos anos, o número de participantes só foi aumentando. Hoje três integrantes do grupo não puderam vir, mas já somos em 12'', conta a ''Mamãe Noel''.
É difícil não se sensibilizar ao observar a mudança que ocorre no ambiente hospitalar com a chegada dessa ''caravana'' de 17 pessoas. No hospital Mater Dei, o primeiro a ser visitado pelos voluntários, os funcionários pararam para observar, a distância, até que a família Noel se aproximasse com as balas, abraços e apertos de mão. Ao ouvir a música, pacientes e visitantes levantaram-se, alguns foram até a porta do quarto espiar. ''A gente fica parecendo criança, na expectativa de que eles venham ao nosso quarto'', confessou um paciente de 60 anos. Ele se levantou do leito e aguardou em pé a chegada dos Papais e Mamães Noel.
Pouco antes de os voluntários chegarem, Edda Forattini tinha recebido a notícia de que a nora, internada desde o dia 24, tinha sido transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A música natalina e os votos de alegria foram, então, um grande alento para ela. ''É um conforto à nossa alma. Dá mais esperança, a certeza de que vai ser um Ano Novo muito bom'', afirmou, sem conseguir conter as lágrimas.
Outra que também se emocionou foi Jandira Botini, 68 anos. Ela havia passado a noite ao lado da mãe, que está internada. ''Este ano foi tudo esparramado. O pai da minha nora também não está bem, ninguém se reuniu'', lamentou. Bastante agradecida, Jandira mandou uma mensagem aos voluntários: ''Que Deus ilumine o caminho de vocês, dê saúde e paz, e que vocês possam continuar realizando esse trabalho tão bonito''.
A grande maioria dos funcionários plantonistas conseguiu cear com a família na noite anterior, mas precisou acordar cedo para trabalhar no dia de Natal. Para a auxiliar de enfermagem Ana Cláudia Rissi Rosa, a visita alegrou o ambiente e fez o tempo passar mais rápido.
Segundo a gerente de hotelaria, Irmã Efigênia, o hospital já havia levado um coral para se apresentar e um casal representando José e Maria com o menino Jesus visitou os pacientes. ''Agora, é a vez do Papai Noel, que também traz um clima de alegria muito grande.''


