98 mil famílias usam caixa comunitária no PR
Curitiba - As caixas postais comunitárias não são exclusividade dos moradores do Guarituba. O que ocorre no bairro é só um exemplo comum a muitas outras localidades. No Paraná, elas existem em 363 locais, somando um total de 50 mil caixinhas divididas por 98 mil famílias. A prática é comum em lugares onde o acesso é difícil, perigoso ou carente de informações. Esse é o caso do bairro em Piraquara: as ruas não têm nomes oficiais, os números são repetidos, descoordenados, caóticos.
Esses empecilhos dificultam o trabalho dos Correios. Mesmo assim, as contas não deveriam chegar vencidas, diz Dorotey Gaudeda, gerente de distribuição dos Correios no Paraná. ''Acontece que muitas faturas são emitidas em cima da data de entrega'', diz. Quando indagado sobre o fato de que em outros locais de Curitiba não há atraso, ele diz que o tratamento entre a população não deve ser diferente. ''O exemplo de Piraquara é pontual'', ameniza.
O gerente de distribuição dos Correios ainda lembra: ''que existem reclamações, existem. Não é um serviço ideal, mas é um serviço''. Segundo Gaudeda, a maioria das pessoas tem acesso aos Correios, mas a qualidade das entregas depende do local onde se vive. ''O conforto depende da situação econômica'', revela.
Os atrasos ocorrem por que os Correios enfrentam problemas para chegar em muitas áreas, explica Gaudeda. Segundo ele, o serviço de caixas postais comunitárias é adotado em locais com problema de infra-estrutura e que não atendem requisitos como ruas com nome, placa de identificação e numeração oficial. Áreas com problemas de segurança pública também não recebem carteiro. É o caso de bairros comandados pelo tráfico de drogas. ''Nesses casos, quem sofre é a população'', diz Gaudeda. Povoados distantes das áreas urbanas, distritos e zonas rurais também têm dificuldades em receber cartas.
No Paraná, circulam uma média de 1,3 milhão de correspondências ao dia, segundo números dos Correios. Desse total, 50% está concentrado em Curitiba e região metropolitana. No Brasil, o número médio é de 35 milhões de cartas, boletos bancários, contas e faturas. Para fazer a distribuição desse montante, existem 55 mil carteiros no País. No Estado, são 3.190.





