91,8% dos catarinenses não têm rede de esgotos
Dados oficiais apresentados no 1º Encontro Estadual de Cooperação Técnica e Saneamento Ambiental, em Florianópolis, em 22 de novembro de 2006, revelam que ''91,8% da população urbana de Santa Catarina não são (...) servidos por redes de coleta de esgotos''. Dos 293 municípios, somente 22 possuem sistemas, geralmente atingindo baixos porcentuais dos habitantes, motivo para o Ministério Público convocar todos os prefeitos e órgãos estaduais relacionados ao setor, instando-os a buscar soluções.
Quem entrar no site do Ministério Público catarinense na Internet verá que a ausência de saneamento já rivaliza ou talvez até supere o nepotismo. ''Mais de quatro milhões de catarinenses nas áreas urbanas - e quase toda a população rural - não possuem esgotamento sanitário, o que leva o Estado a uma situação equivalente a dos países mais pobres.''
Calcula-se que aproximadamente 623 milhões de litros de esgoto são despejados diariamente, direta ou indiretamente, nos mananciais superficiais e subterrâneos. Neste panorama, o eficiente sistema de saúde catarinense evita tragédias e, num período recente, teria despendido pelos R$ 3 milhões para conter surtos de diarréia.
Mas o Governo do Estado já está envolvido, buscando definir ações e financiamentos iniciais de R$ 3,5 bilhões até 2010. (WS)





