Noventa por cento dos acidentes com descarga elétrica em casos de umidade são fatais. A informação é do superintendente regional da Copel, engenheiro Elmar Lopes, que recomenda dois cuidados básicos e simples para evitar problemas desse tipo com a energia elétrica.
O primeiro cuidado é com a manobra de equipamentos elétricos em água, durante a limpeza doméstica. Lopes orienta que os equipamentos devem estar em perfeitas condições, sem cabos descascados. ‘‘Fios internos não podem ficar sem isolamento. O choque é violento’’, diz. A outra recomendação é com relação aos equipamentos de segurança pessoal. Os funcionários devem usar botas de borracha, secas por dentro, e, se possível, luvas também de borracha. ‘‘Em hipótese alguma deve se tocar em fios elétricos descascados’’, alerta Lopes. ‘‘São recomendações óbvias, mas que as pessoas não seguem.’’
Em condições de umidade, segundo o engenheiro, a resistência à eletricidade do corpo humano cai muito. ‘‘Os pés ou as mãos em contato com a água proporcionam a passagem de mais corrente elétrica pelo corpo’’, diz. Elmar Lopes afirma que uma descarga de apenas cinco milésimos de ampere de energia elétrica mata uma pessoa na hora. Para se ter idéia do que significa essa quantia de energia, ele compara com uma lâmpada comum de 100 Watts e 110 Voltz. Quando acesa, passa por essa lâmpada um ampere de corrente elétrica.
Uma corrente de dois miliamperes, afirma o engenheiro, já provoca contrações musculares na pessoa. De acordo com ele, recebendo uma descarga de três ou quatro milésimos de amperes, a pessoa tem contrações mais fortes, sofre queimaduras e parada cardíaca. Uma descarga de 20 amperes, provocada por um chuveiro elétrico de 2.500 Watts e 110 Voltz, segundo Lopes, provocada a carbonização da pessoa.
Lopes alerta que a maioria dos acidentes elétricos ocorrem por equipamentos improvisados e descuido das pessoas. E ele orienta: ‘‘A energia elétrica é muito boa mas tem um único inconveniente, que é o choque e que mata. Por isso é preciso respeitá-la.’’
(Edmara Michetti)

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