Investigadores da 9ª Subdivisão Policial esperam prender até o final da semana o chefe da quadrilha que vendeu no Paraguai seis caminhões e carretas roubados na região de Maringá. Três integrantes da quadrilha foram presos anteontem, entre eles uma garota, menor de idade, que servia de ‘‘isca’’ para as vítimas.
Por enquanto, a polícia só sabe o prenome do chefe da quadrilha: Amarildo. A polícia descobriu há 30 dias o envolvimento de Roberto César Loures, 26 anos, Jorge Luiz da Silva Vieira, 30 anos, e da menor J.S., 16 anos, no roubo de caminhões. No mês passado, um homem (a polícia mantém seu nome em sigilo) foi preso num hotel de Maringá depois de ser reconhecido como autor de um assalto a carreta no trevo de Astorga.
Através deste homem, a polícia chegou a Vieira e a Loures, que moram no bairro Jardim Alvorada, em Maringá. Vieira foi preso sob a acusação de porte de arma proibida (uma pistola 9 milímetros importada). Loures já tinha prisão preventiva decretada por tentativa de roubo em Mundo Novo (MT) e corrupção de menores.
Segundo a polícia, Loures é cunhado de J.S.. O delegado João Osmar, chefe da equipe de Furtos e Roubos, diz que J.S. foi convidada por Loures para atrair os motoristas.
A quadrilha já praticou seis assaltos. Os caminhões eram vendidos no Paraguai por R$ 10 mil e as carretas, por R$ 15 mil. Segundo a polícia, os três, inclusive a menor, confessaram a participação nos assaltos a caminhões e carretas. Loures disse que recebia por caminhão roubado cerca de R$ 3 mil. Como não tinha antecedentes criminais, a menor foi liberada para ficar com os pais. Os outros dois podem pegar pena entre quatro e dez anos de prisão pelo roubo de caminhões.

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