Fundado em 1998, hoje o Cense I tem capacidade para 80 adolescentes e conta com 94, alguns deles, aguardando liberação de vagas para o Cense II, onde a medida cautelar é a internação. Lá dentro a rotina é sempre a mesma, com horário para tudo: tomar medicamentos, participar de oficinas, das atividades físicas, dos momentos lúdicos e religiosos. Há também hora certa para atendimentos de serviço social, psicologia e terapia ocupacional.
Durante todo o ano de 2009 passaram pelo Cense I 586 adolescentes, destes, 552 meninos e 34 meninas. Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Criança e da Juventude aponta que a maioria dos adolescentes tem pele parda; idade entre 12 e 20 anos e baixa frequência escolar.
Dos 586 que tiveram acesso à unidade, 449 não frequentavam nenhuma escola e a maioria deles fazia parte de famílias que vivem com um salário mínimo.
Apesar do envolvimento com drogas ser um problema comum e identificado pela diretoria do Cense I, no momento da triagem, 179 dos 586 meninos declararam que nunca fizeram uso de drogas. Pelo menos 141 confessaram ter feito o uso de algum tipo de substância ilícita; 129 eram usuários de maconha; 47 de tabaco e 78 afirmaram já ter abandonado o vício. (F.B.)

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