Apesar de 55,5% dos londrinenses considerarem o serviço de moto-táxi perigoso, a grande maioria - 71,5% - acha que esse meio de transporte deve ser regulamentado na Cidade; 22% não querem a regulamentação e 6,5% não souberam responder.
Através da pesquisa realizada pela Alvorada, na última sexta-feira, é possível traçar um perfil do usuário do serviço de moto-táxi em Londrina. Ele é jovem, estudante, com idades entre 18 e 24 anos. Nessa faixa etária, 47,1% de todos os entrevistados - entre homens e mulheres - já utilizaram o serviço, contra 52,9% que nunca utilizaram. Um número bastante significativo levando em conta que, na média geral, menos de 20% responderam já ter utilizado o meio de transporte. Isso em menos de oito meses de operação.
Quase a totalidade desse perfil é preenchida pelos estudantes: 46,2% deles já utilizaram o moto-táxi, contra 53,8%. Esse quadro muda completamente quando comparado, por exemplo, com patrões e profissionais liberais: 100% dos entrevistados, nestas categorias profissionais, nunca utilizaram o moto-táxi.
A pesquisa abordou um universo de 400 pessoas nas áreas central, periferia e zona rural. Um detalhe: na zona rural, especificamente, houve empate. 48% gostariam de ver o serviço legalizado, e também 48% que não querem - 4% não responderam. Já os moradores do centro de Londrina são os que mais concordam com a legalização: 77,6% concordam, contra apenas 22%. A tese de que os moradores do centro são os principais incentivadores da utilização do moto-táxi é ratificada por um empate técnico: 50% acham o serviço perigoso, 48% não acham; 1,7% não souberam responder.
Considerando a renda dos entrevistados, é possível afirmar também que os maiores salários são os que mais acreditam na regulamentação. Nada menos do que 90% de quem ganha mais do que dez salários mínimos querem ver o serviço nas ruas. A mesma resposta é dada por 63% de quem ganha de um a três mínimos.
A opinião dos entrevistados, em relação a regulamentação, também varia conforme a idade de cada um. 84% deles, com idade entre 25 e 34 anos, querem ver o serviço regulamentado, contra 12,8% na mesma faixa etária. Já para os entrevistados com mais de 69 anos, novo empate: 43,2% querem a regulamentação contra 43,2% que não querem (13,6% não opinaram).
Entre homens e mulheres quase não há variação na opinião sobre a segurança do serviço. 56% das mulheres acham perigoso; 55% dos homens também. A opinião de cada sexo caria um pouco somente quando o assunto é regulamentação da moto-táxi em Londrina. 73,5% dos homens querem a legalização, assim como 69,5% das mulheres (contra 20% e 24%, respectivamente).
Solteiro também têm utilizado mais o moto-táxi do que casados, viúvos ou divorciados. Quase 40% dos solteiros já chamaram pelo serviço, contra 13,4% dos casados, 18,8% dos divorciados e apenas 4,8% dos viúvos.
(Lúcio Horta)

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