Segundo o cirurgião dentista José Roberto Pinto, doutor em cirurgia e traumatologia pela Unesp / Araçatuba (SP), mais da metade das cirurgias para tratamento de fraturas de face realizadas hoje em dia são decorrentes de acidentes no trânsito. Na sequência, ele lista os ferimentos por arma de fogo. Dados divulgados pela organização do XIX Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (Cobrac), realizado recentemente em Florianópolis, também incluem as agressões físicas, com 18% das causas de cirurgias, e as práticas esportivas, causadoras de 12% das intervenções.
O cirurgião, que é coordenador de uma pós-graduação e uma residência na área ofertados em Londrina, observa que a exigência do uso do cinto de segurança reduziu consideravelmente o número de traumas por acidentes automobilísticos. Por outro lado, porém, a proliferação das motocicletas - que deixam motorista e passageiros mais expostos - faz aumentar as estatísticas de jovens vitimados. De acordo com os dados do Cobrac, 70% das colisões resultam em fraturas na face que exigem a intervenção do cirurgião bucomaxilofacial.
Londrina tem equipes que se revezam 24 horas por dia em cinco hospitais - Evangélico, Infantil, Mater Dei, Santa Casa e Hospital Universitário -, que atuam junto aos médicos. A maioria dos casos exige enxertos ou implantes de ossos e dentes, por isso, ressalta o professor londrinenese, é importante que aqueles que presenciarem o acidente ou familiares que encontrarem dentes próximos à vítima coloque-os em soro fisiológico, leite ou de volta à boca da pessoa, que deve ser levada o mais rápido possível para um pronto-socorro. Em Londrina, os casos em que não há fratura associada podem ser atendidos no pronto-socorro da Clínica Odontológica Universitária da UEL. (S. L.)

O trânsito fere mais que as guerras. Compare:
1 Guerra Mundial - 4 milhões de feridos por ano
2 Guerra Mundial - 5 milhões de feridos por ano
Trânsito: 50 milhões de feridos por ano

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