64% das IES do Paraná são boas ou satisfatórias
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sábado, 08 de dezembro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba á Conforme os dados do Ministério da Educação (MEC), 64,5% das 169 instituições de ensino superior públicas e privadas do Paraná alcançaram um conceito satisfatório (nota 3) e bom (nota 4) na avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) de 2011. Os dados foram divulgados na noite de quinta-feira, em Brasília, e também apontam que 38 instituições paranaenses alcançaram conceito 1 (sofrível) ou 2 (insatisfatório). O IGC é uma nota atribuída à instituição como um todo, sintetizando num único indicador a qualidade de todos os cursos de graduação, mestrado e doutorado.
No Paraná foram avaliadas 169 instituições, entre universidades, centros universitários e faculdades. Deste total, uma teve conceito sofrível (instituição particular); 37 nível insatisfatório (na sua maioria faculdades); 96 conceito 3; e 13 com conceito 4 (entre elas as universidades estaduais de Londrina, de Maringá e Federal do Paraná). Nenhuma instituição do Paraná conseguiu atingir o conceito de excelência 5, e outras 22 não participaram da avaliação.
A instituição paranaense com o melhor desempenho foi a UEM, com IGC contínuo (avaliação anual) de 3,60, e que a colocou em 25º no ranking nacional. Em seguida aparece a UFPR, com 3,54, e na 32 posição nacional. Logo depois aparecem a UTFPR, com índice de 3,52, na 35º posição; e a UEL, com IGC de 3,50, no 36º lugar. O melhor IGC do País foi da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com 4,28; seguida da Fundação Universidade Federal do ABC, com 4,26; e da Universidade Federal de Lavras, com índice de 4,25. As três alcançaram o conceito 5 na avaliação.
A diretora de Avaliação e Acompanhamento Institucional da UEL, Marta Marcondes, ressaltou o bom desempenho da instituição, e reforçou o crescimento do IGC contínuo, que subiu de 3,42 na avaliação de 2010, para 3,50 no ano passado. Para ela, é uma avaliação criteriosa e que utiliza informações precisas para chegar a um nível de qualidade que se exige de uma instituição de ensino superior.
''Acredito que estamos no caminho certo. Tivemos um desempenho ainda melhor que o ano anterior e vamos continuar investindo em infra-estrutura e aperfeiçoamento dos conteúdos. A UEL é uma referência não somente no Estado, mas para todo o País, e este resultado só reforça as medidas que estão sendo tomadas'', disse.
Marta também destaca que o IGC serve não somente como parâmetro para as reitorias direcionarem novos investimento, mas também para os alunos escolherem onde prestar vestibular. ''Sabendo qual o IGC de cada universidade a escolha fica mais restrita'', destacou. Ela ainda confirmou que ontem iria se reunir com a reitoria para analisar todos os dados divulgados pelo MEC, para traçar um panorama mais detalhado das informações.
A Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), com sede em Jacarezinho (Norte Pioneiro) obteve IGC contínuo de 3,6. ''Nós ainda estamos no início da universidade, pois temos apenas dois anos de existência, mas em todos os cursos foram registrados avanços'', afirmou o reitor Eduardo Meneghel Rando. '' Nós investiremos para melhorar a qualificação do corpo docente e vamos envolver os alunos em grupos de pesquisa e tentar conversar com os docentes para identificar o que está impedindo o avanço na qualidade do curso.''
A reportagem procurou a UEM, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. (Colaborou Vítor Ogawa)



