Terminou na segunda-feira o prazo para as entidades portadoras de título de utilidade pública em Londrina entregarem o relatório de serviços prestados no ano de 2006. A maioria, segundo informações da Secretaria Municipal do Governo, não entregou o documento no prazo. Das cerca de 1,1 mil entidades com o título, 60% não prestaram contas ao município e podem perder os benefícios que a condição oferece, entre eles a concessão de uso de terreno público e repasses financeiros.
A entrega do relatório está prevista na lei nº 9.825, de 17 de novembro de 2005. A lei, de autoria da vereadora Maria Angela Santin (PT), também prevê que o prefeito deve enviar à Câmara Municipal, até o dia 30 de maio de cada ano, a relação das entidades que apresentaram o relatório para que o título seja renovado. Amanhã a vereadora pretende se reunir com representantes da Secretaria de Governo para verificar, antecipadamente, qual o número de entidades que enviaram o documento no prazo e o que aconteceu com aquelas que não cumpriram a lei em 2006. ''Existe uma lei municipal da década de 60 que fala sobre a necessidade da prestação de contas por parte das entidades, mas pouquíssimas elaboravam o relatório e as que não o apresentavam não eram cobradas. O que fizemos foi um complemento à lei original.''
No ano passado, primeiro ano em que as entidades foram cobradas para entregar o documento, o prazo foi prorrogado em 30 dias, e cerca de 60% conseguiram apresentá-lo. Na reunião de amanhã pode ser que também seja definada uma prorrogação.
Duas das entidades mais tradicionais de Londrina, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Lar Anália Franco, apresentaram o relatório com bastante antecedência. ''Nós dependemos deste documento para renovar convênios e não perder benefícios, por isso temos que ser muito rigorosos'', observou a gerente administrativa da Apae, Ana Claudia Soares.

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