560 prestam serviço comunitário
Londrina - Atualmente em Londrina 560 assistidos prestam serviço à comunidade como forma de pagamento de pena em 80 instituições parceiras, como escolas, creches, asilos e associações de bairros. Eles realizam funções de serviços gerais, manutenção e administrativas.
"Fazemos um parecer do perfil da pessoa e, baseado nisso, a juíza encaminha para onde será cumprida a prestação de serviço. O número de medidas alternativas quase triplicou no último ano", informa a assessora jurídica, Edna Wauters. "Muitos gostam tanto do trabalho que se tornam voluntários após o término da pena", acrescenta.
O Patronato é responsável por fiscalizar e viabilizar o cumprimento da medidas. Para os assistidos envolvidos com drogas existem grupos reflexivos através do programa Saiba. "Em janeiro vamos iniciar o Basta, indicado para agressores de mulheres em parceria com a 6ª Vara da Família. É o momento destas pessoas refletirem as suas atitudes e com isso buscar uma mudança de comportamento", relata a psicóloga Natália Zanuto de Oliveira.
O empresário Marcelo (nome fictício) cumpre 730 horas de trabalho comunitário na própria sede do Patronato. Ele foi condenado a dois anos por porte de arma. Inicialmente começou trabalhando no arquivo da unidade, mas percebeu que havia uma dificuldade de manutenção na área de informática e, como tinha conhecimento, se colocou à disposição. "Trabalho aqui duas horas por dia. Para mim foi muito bom, pois faço uma coisa que eu gosto e ainda posso contribuir com com aquilo que sei."(L.F.C)





