Quinhentos guardas municipais de Curitiba começaram a ser treinados ontem pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente para reforçar a política de controle ambiental do município. Os guardas estão recebendo orientações sobre onde, quando e como aplicar da nova Lei de Crimes Ambientais, que entrou em vigor no final de março e está em fase de regulamentação.
Após o curso, os guardas poderão notificar e encaminhar aos órgãos competentes denúncias e atos de agressão ao meio ambiente. ‘‘Eles vão atuar em casos de queimadas, cortes de árvores, devastação de bosques, pichações, lançamento de lixo em rios e fundos de vale, entre outros danos’’, explica o secretário municipal da Administração, José Alberto Reimann.
Para o secretário municipal do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, a parceria é importante porque, além de ampliar a proteção aos recursos naturais, representa um reforço nas ações de educação ambiental junto à população. ‘‘Não queremos deflagrar uma campanha de punição. Entrou em vigor uma lei que transforma simples infrações em crimes contra o meio ambiente. Antes de tudo, é preciso educar e orientar a população e é aí que a guarda tem papel importante’’, afirmou.
Os fiscais são responsáveis por vistorias e notificações sobre poluição de todos os tipos: corte de árvores, desmatamentos e expedição de licenças ambientais. Somente no ano passado, a secretaria atendeu cerca de 12 mil solicitações de fiscalização e alvarás para obras de engenharia civil que dependiam de controle ambiental.
Segundo Tocchio, em Curitiba a maior parte das denúncias de agressão ao meio ambiente se refere ao corte irregular de árvores e à destruição da vegetação nativa. ‘‘Em média, a secretaria recebe 45 denúncias por mês. Desse total, quase 50% são relacionadas à destruição da flora’’, diz. As denúncias são feitas pelo Telefone Verde, 200-1616, que a prefeitura mantém para receber reclamações de poluição do ar, das águas, sonora e desmatamentos.

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