DivulgaçãoAprendeEm 1997, cerca de 10.000 alunos de 100 escolas públicas e particulares visitaram o museu orientadas por profissionais especializadosCerca de 50 mil pessoas, entre estudantes, turistas e pesquisadores do Brasil e do exterior visitam anualmente as exposições ecológicas do Museu de História Natural de Curitiba. O público, na maioria estudantes, percorre durante duas horas uma trilha com vitrines e painéis instalados em uma área de 3,6 mil metros quadrados de floresta de araucárias. Mantida pela Prefeitura de Curitiba, a instituição fica no Capão da Imbuia e dispõe de um dos acervos mais representativos do País, com 70,5 mil exemplares de animais e vegetais destinados à exposição e à pesquisa científica.
Em 1997, cerca de 10.000 alunos de 100 escolas públicas e particulares participaram das exposições. Os alunos têm acesso a consultas orientadas por profissionais especializados e podem percorrer o ‘‘Caminho das Araucárias’’ (trilha no centro do bosque que abriga o museu), onde estão expostas 12 vitrines e painéis que mostram peças naturais encontradas na floresta de araucárias, como troncos e animais empalhados.
Outra exposição, organizada no interior do Museu, mostra os ecossistemas brasileiros. São painéis artísticos com formações vegetais representativas encontradas no Brasil, como a Floresta Tropical, o Cerrado e o Banhado, com animais que compõem a sua fauna típica.
O principal objetivo deste trabalho, diz a diretora do museu, Gilda Siqueira Tebet, é mostrar a extraordinária diversidade de vida existente em cada ecossistema e a importância da sua conservação. ‘‘Quanto mais as pessoas conhecem e desvendam a natureza, mais se interessam em preservá-la’’, acredita.
Criado em 1873, o museu é o terceiro mais antigo do País e está entre os seis mais representativos da América Latina na área de pesquisa científica. ‘‘O museu tem se destacado pela descoberta de espécies muito raras na natureza. Recentemente, foi responsável por um dos mais notáveis registros científicos dos últimos anos no Brasil: a do bicudinho-do-brejo, passarinho que vivia desconhecido da ciência nos banhados de Matinhos, no Litoral do Paranᒒ, diz Gilda.
Um dos trabalhos de destaque do Museu durante este ano foi a execução do inventário qualitativo das aves que povoam a bacia do Rio Iraí. ‘‘Foram detectadas mais de 150 espécies e anilhadas (marcadas com anéis de identificação) 4.000 aves para uma análise do impacto que elas poderão sofrer com o futuro represamento do rio’’, explica o biólogo Pedro Scherer Neto, responsável pelo projeto.
Em maio deste ano, os ornitólogos Marcos Bornschein e Bianca Reinert, que depositam suas descobertas no Museu, observaram uma águia-cinzenta - uma das mais raras espécies de aves do planeta. Ela foi encontrada às margens do Rio Tibagi, no município de Jataizinho (Norte do Paraná). Também foi observado um socó-boi-escuro - ave até então considerada extinta por pesquisadores do mundo inteiro - às margens do Rio Cubatãozinho, no município de Guaratuba (Litoral do Paraná). A ave, típica da Argentina, há 40 anos não era observada na natureza.

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