50 mil pessoas visitaram o museu em 97
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sábado, 27 de dezembro de 1997
Curitiba 
DivulgaçãoAprendeEm 1997, cerca de 10.000 alunos de 100 escolas públicas e particulares visitaram o museu orientadas por profissionais especializadosCerca de 50 mil pessoas, entre estudantes, turistas e pesquisadores do Brasil e do exterior visitam anualmente as exposições ecológicas do Museu de História Natural de Curitiba. O público, na maioria estudantes, percorre durante duas horas uma trilha com vitrines e painéis instalados em uma área de 3,6 mil metros quadrados de floresta de araucárias. Mantida pela Prefeitura de Curitiba, a instituição fica no Capão da Imbuia e dispõe de um dos acervos mais representativos do País, com 70,5 mil exemplares de animais e vegetais destinados à exposição e à pesquisa científica.
Em 1997, cerca de 10.000 alunos de 100 escolas públicas e particulares participaram das exposições. Os alunos têm acesso a consultas orientadas por profissionais especializados e podem percorrer o Caminho das Araucárias (trilha no centro do bosque que abriga o museu), onde estão expostas 12 vitrines e painéis que mostram peças naturais encontradas na floresta de araucárias, como troncos e animais empalhados.
Outra exposição, organizada no interior do Museu, mostra os ecossistemas brasileiros. São painéis artísticos com formações vegetais representativas encontradas no Brasil, como a Floresta Tropical, o Cerrado e o Banhado, com animais que compõem a sua fauna típica.
O principal objetivo deste trabalho, diz a diretora do museu, Gilda Siqueira Tebet, é mostrar a extraordinária diversidade de vida existente em cada ecossistema e a importância da sua conservação. Quanto mais as pessoas conhecem e desvendam a natureza, mais se interessam em preservá-la, acredita.
Criado em 1873, o museu é o terceiro mais antigo do País e está entre os seis mais representativos da América Latina na área de pesquisa científica. O museu tem se destacado pela descoberta de espécies muito raras na natureza. Recentemente, foi responsável por um dos mais notáveis registros científicos dos últimos anos no Brasil: a do bicudinho-do-brejo, passarinho que vivia desconhecido da ciência nos banhados de Matinhos, no Litoral do Paraná, diz Gilda.
Um dos trabalhos de destaque do Museu durante este ano foi a execução do inventário qualitativo das aves que povoam a bacia do Rio Iraí. Foram detectadas mais de 150 espécies e anilhadas (marcadas com anéis de identificação) 4.000 aves para uma análise do impacto que elas poderão sofrer com o futuro represamento do rio, explica o biólogo Pedro Scherer Neto, responsável pelo projeto.
Em maio deste ano, os ornitólogos Marcos Bornschein e Bianca Reinert, que depositam suas descobertas no Museu, observaram uma águia-cinzenta - uma das mais raras espécies de aves do planeta. Ela foi encontrada às margens do Rio Tibagi, no município de Jataizinho (Norte do Paraná). Também foi observado um socó-boi-escuro - ave até então considerada extinta por pesquisadores do mundo inteiro - às margens do Rio Cubatãozinho, no município de Guaratuba (Litoral do Paraná). A ave, típica da Argentina, há 40 anos não era observada na natureza.


