No 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, o efetivo é o mesmo há mais de 20 anos, embora no mesmo período a cidade tenha crescido assustadoramente. Hoje, são 913 policiais lotados no 5º BPM. Segundo uma fonte da Folha, cerca de 360 estão fora do policiamento ostensivo na cidade, sobrando 550 homens para o patrulhamento. ‘‘Esse número deve ser dividido por quatro, por causa das escalas, o que dá uma média de 137 homens/dia para uma população de quase 450 mil habitantes’’, explicou. A Organização da Nações Unidas (ONU) recomenda um policial para cada mil habitantes mas, pelos números apresentados, Londrina contaria com um policial para cada 3.284 habitantes.
Entre os 360 policiais fora do policiamento ostensivo são computados 10% do efetivo em férias (91 policiais); 5% em licenças especiais (46); 50 homens fazendo segurança externa na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e Casa de Custódia de Londrina (CCL); 50 homens em trabalhos internos (incluindo o Centro de Operações) e os três destacamentos de Cambé, Ibiporã e Tamarana (80, 30 e 10 policiais respectivamente).
O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Rubens Guimarães reconhece que, ‘‘à primeira vista’’, é um número pequeno. ‘‘Mas não se pode separar o pessoal de apoio do de patrulhamento porque eles também estão prestando serviços. Sem o pessoal do Copom, por exemplo, para quem a população vai ligar? A guarda externa também é importante porque impedem que que os presos fujam, trazendo mais insegurança’’, apontou.
De acordo com Guimarães, nenhum batalhão do Brasil tem condições de ter mais 2 mil policiais. ‘‘Seria ótimo, mas é impraticável’’, afirmou. Segundo ele, é preciso saber racionalizar os recursos disponíveis. ‘‘Fazemos o jogo de escala, racionalizando o número de ocorrência, o tipo, o turno e até o dia da semana’’, explicou.

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