Nos dois últimos dias, 47 mutuários inadimplentes iniciaram renegociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal (CEF). Isso representa 69% dos 67 mutuários visitados pela CEF em Londrina, dentro do programa nacional de renegociação das dívidas dos mutuários que a Caixa está realizando em todo o País. Os outros 20 convidados a renegociar com a CEF agenderam horário para a próxima semana.
A expectativa, segundo a gerente de mercado da CEF, Arlete Pedrozo Saldanha, é ‘‘positiva’’. Ela afirma que os mutuários têm entendido a situação da CEF e a disposição da Caixa em resolver a disparidade nos valores das prestações das casas. Os mutuários que já receberam a proposta da CEF devem retornar, com uma resposta, na próxima semana. Também na próxima semana, funcionários da CEF devem visitar, em casa, um novo grupo de mutuários para expor o programa de renegociação.
O trabalho em Londrina está começando pelo jardim Santa Rita 4 (zona oeste), onde 284 dos 298 mutuários estão inadimplentes. Moradores daquele bairro, segundo Arlete, têm atrasos de até cinco anos no pagamento das prestações.
Outros 11 bairros que têm inadimplentes serão incluídos no programa em Londrina. Todos eles, segundo Arlete, têm características semelhantes ao do Santa Rita 4. Todos registram um índice de inadimplência elevado. A gerente de mercado da CEF prefere não revelar números que exemplifiquem o que seria inadimplência elevada. ‘‘Esse é aquele grau de inadimplência que prejudica e inviabiliza o caixa da empresa, alcançando níveis que a empresa não pode suportar’’, diz.
A renegociação da dívida, segundo Arlete Saldanha, é possível tanto para aqueles que ingressaram com ação na Justiça contra a Caixa quanto para os que estão sendo executados pela CEF. Ela ressalta que estão sendo oferecidas aos mutuários alternativas condizentes com a renda de cada um.
A CEF estipulou um prazo médio de 20 dias para tratar dos casos de cada um dos 12 conjuntos. Arlete afirma que os mutuários convidados que não comparecerem serão novamente procurados, pessoalmente ou por telefone, marcando nova data para o estudo da dívida. ‘‘Se, ainda assim, algum mutuário não comparecer, entende-se que ele não quer renegociar.’’ Nesses casos, ela afirma, a CEF vai adotar medidas de cobrança.

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