Curitiba - Como uma pessoa consegue viver por mais de quatro décadas sem ter um único documento que comprove sua existência? Nem mesmo o protagonista dessa história, Vanderlei Cardoso, 41 anos, sabe a resposta. Ele estava entre as pessoas que procuraram o Paraná em Ação -evento promovido pelo governo do Estado, em Curitiba, no final de semana-, para regularizar a documentação.
Cardoso, morador de Santana, zona rural de Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, nunca teve, sequer, uma certidão de nascimento. A mãe, Deosmira Cardoso, contou que os outros seis filhos foram registrados, mas também não soube explicar o que houve com Vanderlei, que ficou sem o documento.
''O meu sonho é ter nas mãos minha certidão de nascimento, afinal, a única pessoa que sabe que eu existo é a minha mãe'', disse ele. Cardoso deu entrada no processo para emissão do registro de nascimento. Agora, terá que aguardar análises que comprovem que ele não foi mesmo registrado, para que seja marcada a audiência de instrução, na qual poderá ser dada a autorização judicial para o registro tardio.

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