Albari RosaKlaus Junior mostra as áreas da região Metropolitana que serão contempladas com o Programa de Despoluição AmbientalA Sanepar apresentou ontem a vereadores e técnicos de Curitiba e da Região Metropolitana o Programa de Despoluição Ambiental. O programa pretende pôr um ponto final nos principais problemas de tratamento de esgoto em Curitiba, entre eles a escassez de redes na periferia da cidade. Segundo o diretor técnico da Sanepar, Lauro Klas Júnior, cerca de 40% das ligações da cidade apresentam alguma irregularidade, comprometendo o meio ambiente e a qualidade dos serviços.
Uma das principais obras previstas no programa, a estação de tratamentos Atuba Sul, já está em andamento e tem conclusão prevista para o ano que vem. Com a entrega, a capacidade de coleta e tratamento de esgotos da cidade dobrará, de 1.450 para 2.900 litros por segundo, permitindo que Curitiba e Região Metropolitana atendam a 80% da sua população.
‘‘Este será o maior índice do País’’, afirmou o técnico. Atualmente, apenas 50% da população é beneficiada com a coleta de esgoto, e 30% com seu tratamento. Ele explicou que as obras do programa estão concentradas nos bairros da periferia.
As tubulações da rede de esgoto, atualmente com três mil quilômetros, serão estendidas para cinco mil quilômetros. O programa prevê a instalação de 13 estações de tratamento de esgotos na Região Metropolitana. Hoje existem apenas três. Curitiba, que conta atualmente com duas, ganhará mais seis estações.
O programa, iniciado em maio de 96 e com previsão de cinco anos para conclusão de todas as obras, conta com recursos de R$ 225 milhões. O diretor técnico da Sanepar explicou que parte do valor é financiado pelo Banco Mundial, pelo governo japonês e pelo Governo Federal.
A fiscalização do programa de Despoluição Ambiental é feita pelas prefeituras, através das secretarias de Meio Ambiente. Até o final do ano, mais de 70 mil imóveis serão vistoriados por técnicos. Eles verificam se os lançamentos de esgoto estão sendo feitos corretamente.
O programa é principalmente voltado à questão do esgoto, que, segundo informou a Sanepar, é mais problemática do que a distribuição de água. ‘‘O abastecimento urbano chega a 98%’’, explicou.
No ano passado foram concluídas as obras emergenciais, como o Sistema Karst, que aumentou em 150 litros por segundo a produção de água tratada em Curitiba e região. Agora a Sanepar está investindo R$ 13 milhões em melhorias no sistema de distribuição de água. ‘‘Isto garantirá o abastecimento sem racionamentos’’, afirmou Klas Jr.

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