O 4º Distrito Policial (DP) de Londrina, localizado na zona sul, corre o risco de ser interditado parcialmente, a exemplo do que aconteceu com o 2º DP há duas semanas. Com capacidade para 24 presos, o 4º DP estava ontem com 80.
A interdição depende de laudo de vistoria solicitada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto Ferreira do Valle, à Vigilância Sanitária, na segunda-feira. Se for interditado, o distrito terá sua capacidade máxima fixada em 36 presos. Com isto, 44 detentos terão que ser transferidos.
Se a interdição ocorrer, vai agravar ainda mais o problema de superlotação dos distritos. Isso porque o 2º distrito não recebe mais presos e a reativação do 3º e do 5º DPs já foi descartada pela Secretaria de Segurança do Estado. Para o juiz, a solução momentânea está em elevar a capacidade da Casa de Custódia (hoje fixada em 320) em mais 72 vagas.
Para isto, segundo o juiz, o Departamento Penitenciário do Estado (Depen) tem que alterar o contrato com a empresa Humanitas, de Curitiba, que administra a Casa de Custódia.‘‘Como se trata de preso provisório é possível colocar mais dois presos em cada uma das 54 celas das três galerias’’, afirmou.
Com isto, segundo Valle, é possível transferir os 44 presos excedentes do 4ºDP e ainda sobram mais 28 vagas no distrito policial, ‘‘o suficiente para a movimentação de presos por mais um mês’’. A Folha procurou o vice-coordenador do Depen, Divonzir Mafra, mas ele estava em reunião. O secretário de Segurança estava viajando. Esta solução seria provisória, já que o déficit de vagas no sistema carcerário hoje é de 250, segundo Valle.

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