4º distrito passa por nova vistoria
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segunda-feira, 25 de março de 2002
Érika PelegrinoReportagem Local 
Oficiais de Justiça da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina fizeram vistoria ontem no 4º Distrito Policial (DP) para verificar a lotação do local. Segundo o oficial José Abrahão da Silva, o controle da população carcerária foi cumprido. Na semana passada, ao interditar parcialmente o 4º DP como fez no mês passado com o 2º DP o juiz Roberto do Valle fixou em 36 o número máximo de presos no distrito, sendo seis por cela.
A decisão foi tomada em função da superlotação. Com capacidade para 24, o 4º DP estava com 80 quando foi determinada a sua interdição. Trinta e seis presos foram transferidos para a Casa de Custódia, Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e Colônia Penal Agrícola, em Curitiba.
Ontem, durante a vistoria foi verificado que as condições do prédio são precárias. As partes hidráulica e elétrica estão danificadas. Uma das cela está com o vaso sanitário entupido. Os presos reclamaram também da qualidade da comida e das poucas horas para visitas e para o banho de sol. Segundo um dos detentos, eles têm direito a duas horas de visita e outras duas para banho de sol, uma vez por semana.
No despacho da interdição, o juiz deu uma prazo de cinco dias para a remoção dos presos que foi cumprido na última sexta-feira e de 30 dias para a reforma do prédio. Ontem à tarde, ele afirmou que a situação era difícil e que a informação que tinha era que o governo do Estado não havia autorizado ainda nem o orçamento da obra.
Se a reforma não for efetuada o prédio não será desinterditado, disse Valle. A Folha tentou falar com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Pedro Colaço, mas ele estava em reunião.


