Londrina

Milton DóriaTodo cuidado é poucoDetentos são removidos do 4º DP sob forte esquema de segurança: entre eles, estava Evaldo Melo dos Reis, acusado de matar um PM durante assalto ao posto do Banestado na UELTodos os presos que estavam detidos no 4º Distrito Policial, na Via Expressa (área central), foram removidos ontem para outras delegacias. Para o 3º DP, no Jardim Bandeirantes (zona oeste), foram transferidos 50 detentos. E para o 2º DP (zona leste), sete.
A remoção foi realizada para a conclusão das obras de reforma do 4º DP. O delegado Joaquim Antonio de Melo espera que dentro de 15 dias os operários concluam a instalação das grades da cela, abertura do solário, sistema de ventilação e pinturas interna e externa.
A transferência demorou quase três horas. Isso porque o micro-ônibus da Polícia Militar teve que fazer duas viagens, escoltado por uma viatura da PM com soldados fortemente armados. Na primeira etapa foram levados 27 presos para o 3º DP. Entre eles, o preso considerado mais perigoso, na avaliação de alguns policiais que acompanharam a transferência: Evaldo Melo dos Reis, 26 anos, acusado de matar o PM Marcos da Silva Freire, em junho, durante assalto ao posto do Banestado do campus da Universidade Estadual de Londrina. Na segunda etapa, seguiram o restante dos presos do 3º DP e os sete detentos do 2º DP.
O 4º DP tem capacidade para abrigar apenas 24 presos. O delegado Joaquim de Melo não sabe quantos detentos vão retornar ao distrito, depois do término da reforma, orçada em R$ 70 mil. Ele conta que os presos transferidos ontem eram do 3º DP e estavam no 4º DP até que as reformas naquela delegacia fossem concluídas. ‘‘Depois, cada distrito deve mandar uns cinco ou 10 presos para cᒒ, acredita o delegado. Entre o grupo transferido ontem, cerca de 10 já são condenados pela Justiça e aguardam recurso. Onze policiais militares participaram da operação, que estava marcada para às 9 horas, mas começou só por volta das 10 horas.
A reforma no 3º DP foi concluída na última terça-feira e custou R$ 60 mil. Depois de concluída a obra, será a vez do 2º DP passar por reforma interna. O 5º DP (zona norte) deverá sofrer algumas modificações, já que as celas que haviam sido reformadas foram depredadas durante a última rebelião de presos, ocorrida no dia 10 de agosto.

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