Levantamento exclusivo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para o NossoDia revela que Londrina foi bombardeada por 398 raios entre 1 e 15 de janeiro deste ano. Ou seja, foram 26 descargas elétricas de altíssimo risco por dia. Nos primeiros 15 dias do ano passado, 327 raios atingiram o solo na região.
É possível saber quando um raio vai cair perto. Segundo informações do Inpe, se a pessoa estiver longe de um abrigo e sentir os pelos arrepiarem ou se a pele coçar, isso é sinal de que um raio está prestes a cair por perto. A notícia ruim é que não dá para saber onde exatamente ele vai desabar. A recomendação é ajoelhar-se próximo ao chão e curvar-se para frente, colocando as mãos nos joelhos e cabeça entre eles.
O meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Tarcízio Vicentin da Costa, explica que a incidência de raios aumenta no verão. No Norte do Paraná, a situação é mais séria por conta das altas temperaturas, que favorecem a formação de tempestades elétricas criadas pelo encontro de calor e umidade no céu.
"O Norte e o Noroeste do Estado são regiões bastante quentes e com muita umidade, suficiente para serem consideradas áreas de risco. Os registros das últimas semanas mostraram isso", completa o meteorologista. Ele alerta que a situação deverá continuar a mesma nos próximos meses.

Susto no campinho
No final do ano passado, três garotos foram atingidos por um raio enquanto jogavam futebol em um campinho, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Os meninos – com idades entre 12 e 13 anos – sofreram queimaduras graves e chegaram a ficar internados em estado grave. Por sorte, todos eles sobreviveram.
Além do Norte e Noroeste do Paraná, outra região bastante atingida por raios é o litoral paulista. No início do ano, em Bertioga, um homem de 31 anos e uma mulher de 29 morreram ao serem atingidos quando caminhavam na praia.

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