O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) indicou que no ano passado 39 médicos foram apenados pelo órgão por algum desvio de conduta. Considerando o total de 17.550 médicos em atividade no Estado, os números apontam que um em cada grupo de 450 médicos foi punido em 2008. Para o órgão, um fato a ser comemorado. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina, aproximadamente 60% das denúncias são arquivadas. Entre as que provocam processos, cerca de 50% geram algum tipo de punição aos profissionais.
Conforme o CRM-PR, no ano passado foram apuradas 607 queixas (média mensal de 50,58 denúncias) envolvendo médicos ou instituições de saúde. Do total, 70 resultaram em processos por apresentarem indício de irregularidades ou infração ética, o que representa média inferior a seis por mês. Para o Conselho, um número baixo se forem consideradas as 100 mil internações mensais e os 2,5 milhões de procedimentos realizados todos os meses no Paraná, cuja população aproximada é de 10 milhões de pessoas.
''Das queixas formuladas em 2008, somente 70 se transformaram em processo ético-profissional por indícios de infração, não necessariamente que tenham, de fato, ocorrido. Portanto, a questão não é o número de médicos denunciados, mas a facilidade com que as pessoas têm em denunciar fatos que consideram inadequados'', comentou o médico Gérson Zafalon Martins, coordenador da Comissão Estadual de Revisão do Código de Ética e conselheiro do CRM-PR. E a reforma, segundo ele, é a prova de que os médicos brasileiros e paranaenses estão preocupados. ''Eles procuram modernizar seus códigos e, desta maneira, agir com ética, zelo e responsabilidade, pois a medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano''. (L.A.)

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