382 deficientes podem ficar sem atendimento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
A Associação Mantenedora Saint Germain, que trabalha desde 1989 com portadores de deficiência mental em Curitiba, poderá fechar suas portas por falta de recursos. A instituição, caracterizada como filantrópica e sem fins lucrativos, atende a 382 crianças, adolescentes e adultos em três unidades na cidade.
As escolas Estrutural e Tempo de Crescer desenvolvem atividades de ensino e acompanhamento pedagógico. Há alunos com deficiência física, motora e com distúrbios de comportamento - a maioria tem entre três e 15 anos de idade.
A Hora do Trabalho, empresa-escola, conta com dez oficinas que desenvolvem atividades de cestaria, horticultura, culinária, costura e gráfica, entre outras. O material produzido é vendido e o dinheiro é repassado aos próprios alunos.
A associação recebe verbas da Secretaria Estadual de Educação apenas para o pagamento dos professores, atendentes e secretárias. Segundo a presidente da entidade, Edimara das Graças Aguirre Zanocini, há dificuldades para o pagamento de outras despesas - como aluguel, assistência médica, água, luz e telefone.
Alguns pais de alunos fazem contribuições e eventualmente arrecadamos verbas por meio de doações e mas o valor é irrisório e não cobre os gastos, observa a presidente. Segundo ela, também há falta de recursos para o salário da equipe técnica formada por 15 profissionais - incluindo psicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatras, assistentes sociais, professores de educação física e de música.
Edimara Zanocini disse que, por enquanto, as atividades das escolas continuam normais, mas não sabe até quando. Ela observa que a associação já pediu auxílio a diversos órgãos governamentais, mas ainda não obteve retorno.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que está fazendo um levantamento das entidades assistenciais que necessitam auxílio para ver se há possibilidade de fornecer verbas.


